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O uso de eletroestimulação de corpo inteiro com modalidades esportivas costuma ser uma ferramenta bastante positiva para quem busca variar estímulos ou melhorar a prática em esportes como o surfe. No Brasil, a modalidade é altamente praticada em um país com 8.5 mil km2 de litoral e é uma referência em surfistas campeões mundiais, como Gabriel Medina e Felipe Toledo, assim como campeões olímpicos, como Ítalo Ferreira. Com a proximidade dos Jogos Olímpicos de Paris, que começam em 14 de julho, a esperança é grande de que a delegação brasileira nas pranchas traga medalhas da competição que será realizada nas praias do Taiti, território na Polinésia Francesa no extremo leste da Ásia.

No dia mundial do surfe, comemorado em 20 de junho, a miha Brasil bateu um papo com o stúdio Belfit Treinamento , de Florianópolis, que a um ano e meio, passou a incluir a tecnologia de eletroestimulação de corpo inteiro na rotina de seus alunos, além de uma plataforma de surfe voltada para exercícios com o objetivo de trabalhar o equilíbrio, força e junção do corpo e da mente. A proprietária do espaço, Anabel Nunes Consul, que também é professora de educação física, explica mais sobre os benefícios do treino na entrevista abaixo.

1 – Como surgiu a ideia de trabalhar surfe aliado à eletroestimulação de corpo inteiro?

Sabemos que durante a prática do surfe, diversos grupos musculares são trabalhados para manter o equilíbrio, remar, ficar de pé na prancha e realizar manobras. Essa ativação de vários grupos musculares simultaneamente alinhou muito bem com os nossos treinamentos da miha aqui no estúdio. O surfe é um esporte muito completo, trabalhando musculatura do core (abdômen e região da lombar), assim como costas e ombros e membros inferiores. Tentamos entregar sempre o melhor atendimento a nossos alunos, e assim tivemos a ideia de trazer a prancha ao estúdio para tornar as aulas mais desafiadoras para nossos alunos e, por estarmos em uma cidade litorânea, temos muitos alunos que já praticam a modalidade.

2 – Como funcionam os treinos, que tipos de movimentos priorizam e quais benefícios esses treinos trabalham nos alunos que surfam?

Os treinos são adequados de acordo com a consciência corporal de cada aluno. Para quem é iniciante ou para aqueles que não tenham conhecimento prévio de surfe, começamos com exercícios de equilíbrio em bases instáveis como o bosu ou o rolinho do pilates. Em seguida, iniciamos trabalhos de propriocepção em cima da prancha. Para muito, apenas manter o equilíbrio em cima da prancha já é um desafio, e quando vemos que estão mais condicionados, iniciamos movimentos como agachamento, afundo, prancha, em cima da plataforma.

Já para quem surfa com alguma regularidade, utilizamos a plataforma de treino aliada à tecnologia de eletroestimulação de corpo inteiro dentro da especificidade do esporte buscando melhorar a performance. É possível combinarmos os dois estímulos também em quem não pratica surge, mas que desejam aprimorar o equilíbrio e consciência corporal.


Como funciona a plataforma que criaram com a prancha de surfe? Vocês viram em algum lugar ou a criaram?

Compramos em uma feira fitness realizada em São Paulo. A empresa responsável por ela personalizou a logo do Belfit Training e entregaram para nós em Santa Catarina.

4 – Quais exercícios são possíveis de se fazer nessa e quais grupos musculares são trabalhados?

Isso vai depender do condicionamento físico de cada aluno. A ideia é que tanto nossos alunos surfistas quanto nossos alunos não surfistas se desafiem na prancha. Isso pode ser desde movimentos simples como manter o equilíbrio em cima da prancha, agachamento, prancha perdigueiro, ou movimentos mais complexos com os elásticos ou bastão.

Por Michelle Dignitus 11 de fevereiro de 2025
Curso inédito da miha oferece aplicação teórica e prática da eletroestimulação em idosos Curso será realizado, de forma online, nos dias 22 e 23 de março, e é inicialmente voltado para quem já possui alguma experiência no uso da tecnologia O Brasil, assim como muitos lugares do mundo, tem se deparado com o fenômeno do envelhecimento acelerado, aumento da expectativa e qualidade de vida de suas populações. Atualmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 15% dos brasileiros possuem 60 anos ou mais, e a expectativa é que eles sejam mais de 30% por volta de 2050, além de representar uma das forças econômicas e de consumo. É necessário olhar com olhar mais apurado a população idosa e buscar por ferramentas e conhecimentos que ofereçam aumento na qualidade de vida desse grupo tão importante. Especialmente para quem é profissional da saúde, como fisioterapeutas, médicos e professores de educação física, atualizar conhecimentos nunca é demais. Pensando nisso, a miha Brasil , marca pioneira e mais tradicional de eletroestimulação de corpo inteiro (WB-EMS), se uniu à sua embaixadora Nícia Rocha para criar um curso inédito no mercado, cujo objetivo é o de discutir e ensinar aplicações e práticas com a tecnologia em idosos. Segundo Nícia, que é especialista em reabilitação e trabalha com WB-EMS desde 2019, a ideia de desenvolver o curso de especialização surgiu da necessidade de compartilhar seus conhecimentos com um grupo maior de profissionais. “Para se trabalhar de forma eficaz com idosos, é preciso entender antes aspectos fundamentais, como a parte fisiológica de cada paciente, além de saber como deve ser o trabalho com grupos com risco de fragilização e outros com o perfil robusto. É preciso aprender a usar os protocolos corretos e as correntes para cada um dos casos, doenças. É muito importante ter conhecimento da parte clínica para saber como oferecer o melhor para cada caso”, destaca. A profissional de Belo Horizonte espera que o novo curso possa abrir a mentalidade de profissionais da saúde e que eles consigam enxergar o idoso de forma completa e entenda que, trabalhar com esse grupo é bem diferente do que trabalhar com um adulto saudável. “O idoso possui uma série de nuances, e, com nosso envelhecimento, também chegam desafios como o declínio da massa muscular e a maior dificuldade em ganhá-la. A eletroestimulação de corpo inteiro, aliada de forma inteligente a outras ferramentas, pode ajudar no aumento da cognição, força, equilíbrio, prevenção de quedas. Mas para se alcançar isso, o profissional precisa obter a teoria e prática em sua formação”.
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